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Câncer de pele

Saiba mais sobre esta doença que acomete, em sua maioria, gatos de pelagem clara


Por Susan Yamamoto

Tic viveu muitos anos abandonada num antigo casarão. Resgatada pelo Adote um Gatinho, passou por um check up geral. As feridas que ela tinha na orelha, debaixo dos olhos e no focinho chamaram a atenção.

A veterinária do site, Dra Angélica Lang Klaussner, recomendou biópsia e o resultado não foi nada animador. Sim, câncer. Tic, uma gata de cor clara e com predisposição genética, desenvolveu o temido câncer de pele.

Abandonada e arisca, Tic nunca teve um dono que pudesse perceber que algo não estava certo e levá-la ao veterinário, mas você pode observar o seu gatinho e tratá-lo rapidamente caso a doença seja diagnosticada.

Segundo a Dra. Renata Afonso Sobral, veterinária do Provet especializada em oncologia, ao notar que o gato tem alguma ferida diferente de um arranhão, o melhor a fazer é leva-lo logo para uma consulta. “Mais rápido e fácil será o controle ou mesmo a cura da doença quanto antes ela for diagnosticada.”

As feridas geralmente aparecem no nariz, nas pálbebras e pontas das orelhas, como no caso da Tic. “Estes são locais com poucos pêlos, ou seja, estão sob menos proteção”, explica a Dra. Renata.

Gatos brancos ou de pelagem clara estão mais sujeitos a desenvolver câncer de pele. “Sem dúvida os gatos brancos ou de pouca pigmentação são os mais acometidos por esta doença. A pigmentação (melanina) da pele confere fotoproteção,” conta .

É importante que donos de gatos brancos ou com partes claras fiquem atentos a qualquer sinal e tomem alguns cuidados preventivos.

Gatos claros não devem ficar expostos ao sol entre às 10h e às 16h.
E o uso de filtro solar ajuda? A Dra. Renata diz que sim, “desde que seja com fator acima de 25. Mas como o gato tem como hábito a auto-higiene diária e freqüente, o protetor vai embora após um bom banho de língua.”

Todos os cânceres iniciam-se por uma alteração genética. Os raios ultravioletas (UVA e UVB) emitidos pela radiação solar têm a capacidade de promover alterações na molécula de DNA das células da camada mais superficial da pele.
“Estas alterações podem evoluir para mutações do DNA e a partir daí o câncer pode aparecer. A ação mutagênica dos raios solares é cumulativa, ou seja, quanto mais o animal ficar exposto ao sol maior a possibilidade de ele desenvolver a doença”, relata.


Quando é diagnosticada a doença

No Brasil, o câncer de pele de gatos geralmente é tratado com crioterapia (destruição por congelamento das células cancerosas), a cirurgia e a quimioterapia (normalmente associada à crioterapia ou à cirurgia).



Logo de cara, Tic precisou amputar uma orelhinha. Depois, iniciou-se o tratamento crioterápico. Foram feitas duas aplicações e necessária a retirada de um dos olhinhos. Em seguida, Tic passou por seis sessões de quimioterapia.

Agora ela está bem, em observação, aguardando a hora de retornar ao consultório da Dra. Renata para uma nova avaliação. Existe a chance de o câncer voltar, mas também existe a possibilidade de o problema ter acabado.





Não deixe de consultar rapidamente um veterinário caso note alguma ferida no seu gatinho.

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Dra Renata Afonso Sobral
Médica Veterinária (CRMV SP 8720)
Provet - www.provet.com.br

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